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quarta-feira, 23 de agosto de 2017

Amor Líquido

Como distinguir o que é sincero, verdadeiro e permanente do que é volátil, volúvel e finito? Ou mesmo entender da constância dos sentimentos para não confundi-los com a instância voluptuosa dos momentos? O amor, segundo Bauman, agora é líquido: Não tem forma. Escorrega por entre os dedos. Sê solúvel a tal solvência e te verás misturado, envolvido. A sensação de estar apaixonado é viciante. Um sentimento pleno nos toma por completo. Agora, e quando for algo irrecíproco, que não se revela na outra pessoa? Como se desmisturar? É sempre árduo desconstruir o vazio edificado. Termino perguntando: ainda é possível permutarmos indissociavelmente?

terça-feira, 15 de agosto de 2017

Recíproca Incompreensão

É eu sei, sou um tanto incompreensível,
Exatamente nas vezes em que nem mesmo eu me entendo
O pensamento, agora sozinho
É o que somente me resta
Rir lembrando do beijo que dei
Restando na boca o doce esquecido
O sumiço no momento seguinte
Imaginando ser certo o reencontro
E por quê? Apenas pra ser livre ao amor, ou seja lá o que for...
Mas à medida que não mais te encontrava
Meu desejo em ti só aumentava
Eu nem mesmo sabia, se te desapontara
Mas aos poucos, fui tendo a certeza
De não ter te dado a devida atenção
E o intenso instante acabou por não desvendar
Teu misterioso olhar do outro dia
De ar pensativo, a não parecer ser comigo
O que será que ansiava aquele distante olhar distrativo..?

terça-feira, 1 de agosto de 2017

Insustentável Leveza

Eis que nos sentimos daquele jeito: bobo de feliz. Não conseguimos não pensar na outra pessoa. E que loucura é isso: ainda mais considerando que isso só ocorre com você, já que nenhum sinal (nem mesmo fumaça) chega das bandas de lá... Incrível mesmo são as sensações que vem com as lembranças, ou mesmo da imaginação de momentos futuros. Serei eu hedonista-sonhador num grau muito mais elevado que a maioria? O tempo passa, e a emoção se arrefece. Natural. Com ele, várias reflexões à tona vêm: cada um tem seu tempo e vive distinto momento. Logo, não sente nem a mesma coisa, nem da mesma maneira. Precisamos respeitar. Aceitar. E deixar ir. Poderá algum dia voltar só o que leve for, a sustentar-se no tempo a ir e vir na suavidade do vento.