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quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

Indagações. resoluções...

Como fazer surgirem novidades boas? Que mudanças tomar? Aceitar e esquecer dos desvalores que lhe foram dados é o primeiro grande passo. O amor é de quem dá, não de quem recebe. Se a completude é sentida, deve ser demonstrada. Se não for recíproca, desfeita. Nunca questione seu transparecer intencional. Não ser compreendido é algo normal para quem toma a iniciativa. Continue verdadeiro na sua busca, sem rodeios, nem omissões. Sucessivas frustrações? O mundo não tem culpa por sua desilusão amorosa... bobagem sua se fechar. Imagine quantas possibilidades não existem lá fora... Ou quão medíocre é pensar: “eu não vou falar com ele, nem o conheço...” Estás perdendo de conhecer... ou seria: deixando de ganhar? E se não houver resposta, o problema não é seu. Não se abale com a falta de educação alheia... Algum dia essas pessoas ousarão tomar a iniciativa, e receber o mesmo tipo de tratamento, quem sabe as farão mudar de postura... Nunca se esqueça: a iniciativa feminina faz muitos derreterem feito picolé ao sol...

segunda-feira, 6 de novembro de 2017

Sonhei que te vi

E te encontrei
Na surpresa do momento, espontaneidade
No olhar trocado, cumplicidade e admiração
Sorrisos e um abraço
No rosto, um beijo carinhoso
Foi assim e acordei
Na sensação, um sentimento
Transcendendo tempo e distância
Quão bom foi lembrar de ti.

quarta-feira, 23 de agosto de 2017

Amor Líquido

Como distinguir o que é sincero, verdadeiro e permanente do que é volátil, volúvel e finito? Ou mesmo entender da constância dos sentimentos para não confundi-los com a instância voluptuosa dos momentos? O amor, segundo Bauman, agora é líquido: Não tem forma. Escorrega por entre os dedos. Sê solúvel a tal solvência e te verás misturado, envolvido. A sensação de estar apaixonado é viciante. Um sentimento pleno nos toma por completo. Agora, e quando for algo irrecíproco, que não se revela na outra pessoa? Como se desmisturar? É sempre árduo desconstruir o vazio edificado. Termino perguntando: ainda é possível permutarmos indissociavelmente?

terça-feira, 15 de agosto de 2017

Recíproca Incompreensão

É eu sei, sou um tanto incompreensível,
Exatamente nas vezes em que nem mesmo eu me entendo
O pensamento, agora sozinho
É o que somente me resta
Rir lembrando do beijo que dei
Restando na boca o doce esquecido
O sumiço no momento seguinte
Imaginando ser certo o reencontro
E por quê? Apenas pra ser livre ao amor, ou seja lá o que for...
Mas à medida que não mais te encontrava
Meu desejo em ti só aumentava
Eu nem mesmo sabia, se te desapontara
Mas aos poucos, fui tendo a certeza
De não ter te dado a devida atenção
E o intenso instante acabou por não desvendar
Teu misterioso olhar do outro dia
De ar pensativo, a não parecer ser comigo
O que será que ansiava aquele distante olhar distrativo..?

terça-feira, 1 de agosto de 2017

Insustentável Leveza

Eis que nos sentimos daquele jeito: bobo de feliz. Não conseguimos não pensar na outra pessoa. E que loucura é isso: ainda mais considerando que isso só ocorre com você, já que nenhum sinal (nem mesmo fumaça) chega das bandas de lá... Incrível mesmo são as sensações que vem com as lembranças, ou mesmo da imaginação de momentos futuros. Serei eu hedonista-sonhador num grau muito mais elevado que a maioria? O tempo passa, e a emoção se arrefece. Natural. Com ele, várias reflexões à tona vêm: cada um tem seu tempo e vive distinto momento. Logo, não sente nem a mesma coisa, nem da mesma maneira. Precisamos respeitar. Aceitar. E deixar ir. Poderá algum dia voltar só o que leve for, a sustentar-se no tempo a ir e vir na suavidade do vento.

sábado, 13 de maio de 2017

Segunda-feira recebo a visita de agrônomos da embrapa/Emater". Essa podia ser a realidade de quem planta para o próprio consumo. Mas não: existem plantas ainda proibidas no Brasil. Mesmo o cidadão querendo produzir apenas para sua subsistência. A pensar que o consumo dessa planta existe e sempre irá existir, qualquer esforço para coibir seu consumo, não faz sentido. Dados mundiais recentes revelam que ela é responsável por 50% do que movimenta o tráfico no mundo. É claro que a legalização como um todo não irá acabar com ele, mas com certeza o enfraquecerá. Sempre terá alguém disposto a pagar menos por um produto ilegal, sendo ele mais barato. 
Das muitas etapas que a legalização no Brasil deva tomar, eu acho que a inicial é a mais importante. E por que não começar com a descriminalização do plantio para o próprio consumo? É o velho "aja localmente, pense globalmente". As pessoas plantando, terão-na disponível in natura, cabe a elas experimentarem suas inúmeras utilidades e formas de consumo. À medida que nos tornamos auto-suficiente em alguma coisa, deixamos de gastar com o transporte, e demais custos e perdas que possam haver no processo.
Concomitantemente, pense na arrecadação de impostos que o produto legalizado poderá gerar. Sem contar que podemos legislar no sentido de que o imposto arrecadado fomente pesquisas científicas, para desenvolver o seu uso medicinal. Crises de convulsão de epilépticos são combatidas com o canabidiol, extraído da planta. Substância que também tem-se mostrado benéfica no tratamento de transtornos de ansiedade, bem como melhorado a qualidade de vida de pacientes com mal de Parkinson. É preciso vislumbrarmos as infinitas possibilidades que possam estar surgindo com essa e tantas outras plantas que desconhecemos por leviano preconceito. Incrível, mas por que julgar sem conhecer seus benefícios? A ignorância conservacionista injustificada não poderá manter-se por muito tempo. Já leram sobre a Ayahuasca? Pois é. É sabido já há alguns anos, que ela tem ajudado pacientes a sair de quadros de depressão. Outra aplicação terapêutica extraordinária desse chá, extingue incrivelmente o vício de dependentes químicos. Mas um passo de cada vez. É claro. Esse é um assunto mais delicado, mas não menos transformador.

terça-feira, 30 de agosto de 2016

O que faz brilhar os olhos?

O que faz brilhar os olhos?
Tão difícil de saber
Incansável descoberta
Me traz pressa de viver
Quando raro, me deparo
Inegável algo a mais
Me amarro, me declaro
Num sincero desvelar
Pulo passos importantes
Acelero fatalmente
O que faço, ou deixo de fazer
Estraga o que não era pra ser.